
Agente da passiva
“Agente da passiva” reúne dois conjuntos de quadros, de linguagens diferentes. O primeiro são obras de pintura abstrata utilizando a aguarela sobre papel e sobre madeira, numa tentativa de traduzir o que se passa no seu interior, como se fosse um corpo, com as artérias, os músculos e os órgãos vitais expostos.
São obras “moldadas pelo imprevisível encontro entre água e pigmento, oferecem uma leitura mais introspectiva e intuitiva da transformação. Uma reflexão sobre sentimentos de impotência, á luz de fenómenos correntes, sociais e políticos, onde a artista explora a sua própria passividade face à entropia da cor, onde o traço lhe pertence, mas o resultado está fora das suas mãos”, segundo Lumina Baptista.
Por outro lado, a exposição reúne um conjunto de retratos, em aguarela e acrílico sobre papel.
“Os retratos captam feições delicadas, em uma reflexão sobre o equilíbrio entre a permanência e a mudança. Com expressões expectantes, os agentes propõem uma meditação sobre a vulnerabilidade humana frente à fluidez das experiências, em uma ponte entre expectativa realidade”, escreve Lumina Baptista, no texto que nos introduz à exposição.
“Agente da Passiva” é, assim, um diálogo entre o actor e expectador, entre artista e obra, e entre o que pode ser feito e o que pode ser controlado